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sábado, 1 de outubro de 2011

Andarilho precisa-se



Estou velha. Acabada. Isto já não é para mim.



Tínhamos programado uma actividade desportiva com a turma num parque municipal, com direito a repasto e tudo, que isto de correr é pior que puxar carroças. Os miúdos fizeram o seu papel de miúdos, correram e jogaram como se disso dependesse o fim da fome em África, e os professores fizeram o seu papel de professores: foram míudos. O manquinho que não corre parecia o Speedy Gonzalez, aquela que pensava que ia para lá segurar no cronómetro até à corda saltou, e eu parecia uma adolescente histérica num concerto dos Tokyo Hotel.



Ora isto tudo parece-me muito bem, não fosse a invasão de moscas, mosquitos, moscardos e melgas. Conclusão: estou picada em todo o lado, valha-me Deus... Quem vir as babas que tenho ao longo das costas ainda pensa que andei lá em soutien. Credo! Colonizaram-me as costinhas todas! A bicharada toda abriu os olhinhos até ao branco e atacou-me sem dó nem piedade.



À parte deste ataque sem escrúpulos, fui também alvo da chamada dor de burro, que é uma dor fininha como a merd%&%, e que imobiliza como o caraças. E como não queria ficar mal à frente dos catraios, lá continuei a correr e a saltar como se estivesse no anúncio da Evax.



Quando chegou a horinha dos morfes, tremia só de segurar no copo para me servirem a bebida. Portanto, após esta maravilhosa e revigorante manhã no parque, tenho a dizer que adquiri Parkinson.



Chegada à casota, e depois do banho que se impunha, fui-me pesar. Sim, porque eu ando a trabalhar para o engorda e cada grama significa para mim tanto como para o Passos Coelho significa cada cêntimo do rombo magistral do Jardim. E foi aí que o meu mundo desabou...



Ando eu a emborcar batidos de aveia on a daily basis para ver se encho as peles para depois da pesagem verificar que emagreci 600 gr com esta brincadeira.



E pronto. Contas feitas, perdi peso que me custou horrores a ganhar,mas ganhei um novo andar. Hoje para me levantar foi um castigo, porque os gémeos estão piores do que o chapéu de um pobre. Habituadinha a andar de salto alto todos os dias, esta fashion queen treme, só de pensar no dia em que irá ter que calçar ténis outra vez....

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

'Tás cá para a próxima!


Uma gaja oferece uma máquina fotográfica ao seu cutchie. Uma máquina porreiríssima, com nightshot, panorâmica, detector de sorrisos, olho de peixe e, imagine-se, tripé e bolsa. E a partir desse dia todas as fotos que a gaja consegue ter são em robe, com o cabelo pior do que um ninho de ratos ou sentada na sanita, ou de perfil com a bicanca em macro.



Imagino daqui a uns anos a catraia a ver as fotos da sua infância e a encontrar a mãe sempre com aquele aspecto de chantrona, de gimbra-mor.



Vou mas é ao cabeleireiro arranjar o chinó a ver se me sinto menos sostrona.



Bom 2011.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Espelho meu, espelho meu...


Ninguém me consegue convencer que o pessoal que projecta os parques de estacionamento não está mancomunado com a classe dos mecânicos. Não vejo outra razão que explique o facto da maioria apresentar lugares que mais parecem destinados aos triciclos da ganapada!

E aqueles pilares brutais magníficos colocados estrategicamente para uma gaja destruir metade do seu bólide? Um assombro... Está uma gaja a fazer a manobra a achar que o carro vai entrar, vai entrar, vai entrar, e toma... era uma vez um espelho!


Estou mesmo a vê-los, qual corja a congeminar:


- Mete aqui o pilar, aí com 1 mt de diâmetro, que pelo menos tens 4 carros aviados por dia.


- Essa parede tem que ser mais espessa. E carrega bem nesse ângulo de curvatura. A média de colisão prevista é de 9 carros.


- Coloca-me essa rampa mais inclinada. O pessoal tem que se borrar todo para fazer ponto de embraiagem ao inserir o ticket para sair.


Por isso, sempre que saio de um parque de estacionamento com o meu carrinho ileso (que não foi o caso de hoje) estou sempre a ver onde pára o mecânico mais próximo.


Esta história é concertação entre a ordem dos arquitectos e a dos mecânicos. Ninguém me tira da cabeça.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Pouco barulho, pá....


Era um calmo serão familiar, com direito a jogo de cartas e tudo, quando um barulho estridente e incessante de buzinas irrompe pelos meus ouvidinhos adentro. Pensei para mim que esta aldeiazinha já não é o que era, que o trânsito tinha chegado ao pandeiro de Judas. Fui à janela, tentando resolver este enigma que se debatia dentro de mim: como é que uma rua sem saída como a minha podia ter trânsito?

E já a cãozoada toda cá das redondezas começava a ladrar como se não houvesse amanhã, desabituados que estão a que aqui a zona seja a personificação da bolsa de Tóquio. E era a Laura que não se calava, a perguntar se era o senhor dos congelados que vinha cá à rua - sim, a carrinha ridícula da Family Frost, para além daquela música tenebrosa, também buzina quando passa aqui. E a vizinhança toda abriu as persianas para ver a que se devia aquele estanderete todo. E pronto, confesso, eu também abri.

Era a caravana eleitoral. A caravana eleitoral... Dá para acreditar? Às 21h???

Recuso-me terminantemente a escrever o nome do partido político que se lembrou de vir fazer este chinfrim inqualificável cá à vilinha. E é certinho e direitinho que se vão lixar. Vejamos os votos que foram ao ar com este circo:


- todas as mães e pais de bebés que foram acordados com este banzé;

- todos os donos de cães que abriram as goelas até às entranhas;

- todas as mães e pais solteiros que têm filhos de 5 anos que, após o espectáculo, não se calaram a repetir o que dizia o altifilante do camião da caravana.


Tendo em conta que para estes lados quase todas as casas cumprem uma das três condições acima referidas, cheira-me que teria sido bem melhor terem ficado em casa a estrelar ovos.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Não tenho muita, não tenho muita, não tenho muita. Tá? Tá.


Ultimamente, tenho andado com um pequeno grande problema. De manhã é sempre o mesmo dilema: não tenho nada para vestir... E quando digo nada, é nada mesmo. Aliás, gaja que é gaja sabe muito bem qual é a sensação de abrir o armário, percorrer com os olhos os cabides com a roupa pendurada e verificar que não tem nada para vestir.

As calças que outrora fizeram sensação já não sabem ao mesmo. A camisola que assentava impecavelmente em tempos, agora já não tem o mesmo efeito. Em suma, cada peça que lá está guardada não faz o mínimo sentido neste momento histórico da minha existência. Ou seja, não tenho NADA para vestir.

Tentando minimizar os efeitos que um mau modelito pode causar na minha reputação, fui tentar comprar qualquer coisita que me alegrasse o espírito. Escolho uma saia comprida até aos pés, daquelas super fashion, rodada, às cores e dirijo-me ao provador para experimentar. Dispo as minhas calças e preparo-me para içar uma perna para dentro da saia, e... PÁRA TUDO: quando, de repente, olho de soslaio para o espelho, estarreço. Era a maior concentração de celulite por centímetro quadrado alguma vez vista num rabo de mulher.

Passa-me tudo pela cabecinha: escaqueirar os espelhos do provador um a um, deixar aquela loja em frangalhos... Mas tudo o que fiz foi comprar a porcaria da saia, que sempre era até aos pés, e por isso as misérias estavam escondidas. Saí da loja com o ego a lamber o chão e mais tesa ainda.

Em desepero de causa, entro noutra loja, disposta a comprar umas calças de ganga, bem escurinhas, bem discretinhas, bem tapadinhas. E lá fui eu para o provador, triste como a noite, a sentir-me a maior magra obesa da história da humanidade. Ao despir as minhas calças, esforçava-me por olhar para o chão, mas o chamamento era forte. É que parece que quanto mais levamos na trombeta, mais nos esticamos para dar as fuças ao murro. E foi quando estava prestes a ter um esgotamento que, ao olhar para o espelho, vi que afinal, a coisa era mínima, nada que um cremezito de supermercado e 4387493 aplicações não resolvam.

E percebi a marosca toda. Portanto, criaturas vis da loja ao lado, peguem em vocês e nas luzes maradas do raio dos vossos provadores, e.... Pronto. Como sou magnânime, vou abster-me de fazer sugestões.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

É que me dói na alma...


Isto de se morar num prédio tem muito que se lhe diga.

Já aqui falei dos meus vizinhos de cima - o casal maravilha que imite sons esquisitos a qualquer hora do dia (e sim, têm, um filho de 3 anos, que anda de salto alto de 15 cm desde as 7h até às 23h, mas mesmo assim não se inibem...).

O que ainda não contei foi que, no andar de baixo, tenho uma vizinha doente psiquiátrica em pré-estádio de internamento, cujos filhos de 6 e 4 anos hão-de ter um sério problema de surdez, a julgar pela forma como abre a goela até ao infinito de cada vez que lhes dirige a palavra.

Contudo, o prémio "Se fossem morrer longe" vai mesmo para os vizinhos do lado, que têm um pequeno pátio de 15 mts2 com um rotweiller, uma casota e 390 kg de poiada em toda a sua extensão. Fosse eu alguém importante e acima da lei e os caríssimos iam ver se não os enfiava num espaço de 5 mts2, aos dois, carregado de merdame até ao tecto.

E não, não almofadava as paredes. Isso seria um luxo.


terça-feira, 10 de março de 2009

O Jardim Zoológico


Lá no Jardim Zoológico onde trabalho há de tudo:
- o peixe-balão, que tem vindo a ser domesticado aos pouquinhos, ou não fosse eu uma cascavel que não perdoa;
- uma leoa, que mostra as suas garritas de vez em quando, e que ainda acha que uma tromba de elefante resolve qualquer coisa;
- algumas hienas, que tanto se riem e confraternizam alegremente com os animais da jaula ao lado, como os apunhalam pelas costas à primeira oportunidade, maldizendo e ridicularizando o assunto da conversa de há momentos;
- uma macaca, que abre as goelas a toda a hora, estridentemente.

Ora hoje apetece-me falar sobre a macaca do Zoo.
A macaca é aquele género de animal que adora fazer show off! É vê-la a saltar de galho em galho, à espera que o tratador a aplauda - o que quase sempre acontece. O pior é quando NÃO acontece... E aí é que o caldo está entornado!... Porque ela já saltou 49887587658 vezes de galho em galho só naquele dia e ninguém lhe dá valor, porque ela é a melhor saltadora e a que come bananas mais rapidamente do que qualquer outro e ninguém reconhece tal proeza.

E o resto da bicharada tem que aguentar-se à bronca, porque quando este tipo de abordagem não resulta, a babuína passa para a táctica seguinte, que é atirar-se para o chão e soltar gemidos acompanhados de baba e ranho.

Obviamente que no dia seguinte, quando eu chego ao Jardim (sim, porque este espectáculo deprimente só acontece quando aqui a cascavel vai para a sua jaula privativa, que o respeitinho é muito lindo...), lá está afixado, à porta da jaula, o cartaz:

Bicharada, agradeço que sempre que a macaca saltar de galho em galho e comer uma banana lhe façam uma festinha, que ela anda carente.
Ass: O peixe-balão, amputado há algum tempo

Detesto símias. E peixes-balão amputados.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Os meus ricos 19 eurinhos!




O que eu queria era mesmo sair de lá com um corte fantástico, que me fizesse sentir renovada, corajosa e audaz.



As seguintes advertências foram feitas:
- um corte que não ficasse perfeito só quando o cabelo fosse lavado no cabeleireiro;
- deixar o comprimento de cabelo suficiente para que a Laura pudesse fazer caracóis com os dedos à noite.



Resultado:
- tenho dois montes escandinavos na cabeça. Aliás, pareço o Joker...
- escusado será dizer que agora levo valentes puxões de cabelo até a miúda adormecer...

Vai uma gaja a uma so called designer capilar e depois é obrigada a usar diariamente uns ganchinhos castanhos à velha....

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mas afinal o que se passa?



Caros visitantes e comentadores:




A partir de hoje, este blog possui mais uma funcionalidade, e esta é verdadeiramente inovadora: sempre que acedam a esta página, Vªs. Ex.as serão convidadas a introduzir o email e a password do mesmo, e eu, com o vosso consentimento, sacarei todo os dividendos das respectivas contas bancárias! Queria apenas assegurar-vos que o pilim será muito bem gasto.




Se apanho quem se armou ao c*#*$ e me presenteou com este bug, a vingança será inexplicavelmente dolorosa.




(Ao retardado mental que fomentou este post:




- já copiei todos os meus posts, portanto de nada te vale tentares espantar-me a clientela ou bloquear seja o que for. Em três segundos, crio um novo blog, e volto a postar tudo outra vez. E outra. E outra. E outra. Aliás, podemos ficar aqui até ao ano 3027.




Tá? Tá.)

Actualização: para os que estão a aceder agora, informo que o meu consultor informático já me resolveu a situação. Como tal, este post é capaz de vos causar uma certa estranheza.

PS: Não deixa de ser irónico que fosse no post da minha Tia Lita que residisse o problema...


quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Como viajar até Vila Real sem sair de Valongo

Fácil. Seguir as instruções em 3 passos:

1º: Entrem na portagem da A4 em Campo/Valongo

2º: Quase a chegar à saída de Ermesinde, dêem-se conta de que, num ataquinho momentâneo de sem-noção, não retiraram o ticket

3º Desembolsem a taxa máxima: 25,90€ em vez dos 0,60€.


A cereja no topo do bolo:

O vosso pai rematar este episódio com a seguinte tirada:
- É para aprenderes....

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Espanco-a agora ou mais tarde?

Alguém se importa de explicar à Laura a diferença entre uma estilista e uma costureira de 5ª categoria?

Era um pijama tão giro...e a estrear...

domingo, 30 de novembro de 2008

Como é bom viver num apartamento

Acabo de me dar conta de uma coisa:

Quando os vizinhos de cima decidem desforrar-se às 7 da manhã de um domingo, devemos considerar-nos desforradas também....
Juro que isto não fica assim.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Anti-upgrade


Eu sou totalmente contra os upgrades. Uma pessoa habitua-se a certas manhas e manias, e depois é obrigada a encarar a mudança com um sorriso nos lábios, e acreditar com toda a sua fé que tudo irá correr bem…
Antigamente, nos meus dias maus, sempre podia contar com uma idazita ao Pingo Doce para sair de lá completamente revigorada. Era um gosto. Aproximava-me do balcão das informações e tinha a certeza que iria lá encontrar uma senhora com pelo menos 90 anos, à qual pedia para trocar dinheiro para colocar no carrinho. A senhora iria responder-me com maus modos e era precisamente nesse momento que começava a minha terapia. Eu dava-lhe duas a abater também, e pronto, ia à minha vidinha fazer as compras. E uma gaja encarava logo o resto do dia de outra forma.
Hoje, chego ao dito lugar, já preparadinha para desopilar, e aparece-me uma menina na casa dos 20, que não só me troca o dinheiro com um “com certeza, é para já!”, como ainda me oferece um euro de plástico para que eu não tenha que me aborrecer mais com trocos! Isto não se admite! Mas estamos a brincar ou quê? Vem uma gaja de tão longe para isto????
Até aqui ainda não estava completamente desesperada, porque ainda havia a rampa onde o carrinho costuma empancar, e onde se faz sempre aquela figurinha de parva com o carro a guinar de um lado para o outro – a terapia tinha sido adiada, mas ia acontecer à mesma. Paguei as compras, ansiosa por chegar à porta. Qual não é o meu espanto quando dou de caras com uma rampa nova para os carrinhos de compras. Ora assim é que não!

Mas quem é que mandou mexer no que estava quietinho? Onde é que uma gaja descarrega o stress de um dia do caraças????

Aviso desde já: ou readmitem a velha e colocam a rampa com buracos, ou perdem uma cliente.

É que eu não estou propriamente a nadar em dinheiro para começar a frequentar consultas de psicologia. ‘Tá? ‘Tá.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O ancestral método do atira ao ar

Nos meus tempos de estudante, e sempre que a nota de um teste não correspondia às nossas expectativas, havia duas hipóteses:
a) o professor era mau;
b) o professor tinha atirado os testes ao ar e a valoração dos mesmos dependia do local da queda do teste.
Fazendo a analogia para o tempo que corre: desconfio que há chefes que têm uma costela de professores...