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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Oh Manheeeeeeeeeeeeeee, olha ele....




Isto de ser diretora de turma tem vantagens e desvantagens. Ora uma das principais vantagens é uma gaja sentir que, quando chega, os gajos escondem os obiquelis em tudo o que é sítio para não serem apanhados, uma vez que a DT tem o poder de chibar estas sementes de vida aos seus progenitores. Outro dos privilégios que assiste aos DTs é o facto de termos uma alcunha ultra-encriptada, a que só os alunos têm acesso, e paralelamente, sabermos os nomes cutchie que eles colocam aos restantes professores.


Contudo, uma das grandes desvantagens é o atendimento dos pais. Não por ser complicado explicar-lhes que as criancinhas têm um garfo espetado ao fundo das costas e custa-lhes muito mexerem outra parte do corpo que não os olhinhos, mas antes pelas vergonhas a que somos sujeitas e que arrasam totalmente com aquela postura formal que exige este tipo de reuniões.


Ora acontece que eu tenho um aluno cujo pai se destaca dos demais por ter, digamos, um aspeto normal. É aquele homem dos seus trinta e tal anos, com ar asseado, sem unhas cheias do grume, e que me aparece às reuniões em (imagine-se!) calça de ganga e não de fato de treino; é senhor para se fazer aparecer com gel no cabelo, e não com aquele sebo típico de quem não sabe para que serve a água.


No final da última reunião que tivemos, acompanhei o encarregado de educação ao portão (e note-se que o portão fica a 20 mts da sala de atendimento e da sala de aula dos alunos) e estava já despedir-me, quando um dos alunos abre a porta da sala de aula e lança o seguinte comentário:


- Stora, você está nas nuvens!


E eu, com cara de tacho da feira, fiquei completamente ruborizada e apressei-me a despachar o homem, antes que me desmanchasse a rir. Automaticamente, pensei logo em pôr em prática os conteúdos adquiridos no workshop de chapadas que concluí com mérito o ano passado.


Só de pensar na próxima reunião, até se me arrepiam os pelos todos. Como diz a Lucy, que biolência.....




sábado, 1 de outubro de 2011

Andarilho precisa-se



Estou velha. Acabada. Isto já não é para mim.



Tínhamos programado uma actividade desportiva com a turma num parque municipal, com direito a repasto e tudo, que isto de correr é pior que puxar carroças. Os miúdos fizeram o seu papel de miúdos, correram e jogaram como se disso dependesse o fim da fome em África, e os professores fizeram o seu papel de professores: foram míudos. O manquinho que não corre parecia o Speedy Gonzalez, aquela que pensava que ia para lá segurar no cronómetro até à corda saltou, e eu parecia uma adolescente histérica num concerto dos Tokyo Hotel.



Ora isto tudo parece-me muito bem, não fosse a invasão de moscas, mosquitos, moscardos e melgas. Conclusão: estou picada em todo o lado, valha-me Deus... Quem vir as babas que tenho ao longo das costas ainda pensa que andei lá em soutien. Credo! Colonizaram-me as costinhas todas! A bicharada toda abriu os olhinhos até ao branco e atacou-me sem dó nem piedade.



À parte deste ataque sem escrúpulos, fui também alvo da chamada dor de burro, que é uma dor fininha como a merd%&%, e que imobiliza como o caraças. E como não queria ficar mal à frente dos catraios, lá continuei a correr e a saltar como se estivesse no anúncio da Evax.



Quando chegou a horinha dos morfes, tremia só de segurar no copo para me servirem a bebida. Portanto, após esta maravilhosa e revigorante manhã no parque, tenho a dizer que adquiri Parkinson.



Chegada à casota, e depois do banho que se impunha, fui-me pesar. Sim, porque eu ando a trabalhar para o engorda e cada grama significa para mim tanto como para o Passos Coelho significa cada cêntimo do rombo magistral do Jardim. E foi aí que o meu mundo desabou...



Ando eu a emborcar batidos de aveia on a daily basis para ver se encho as peles para depois da pesagem verificar que emagreci 600 gr com esta brincadeira.



E pronto. Contas feitas, perdi peso que me custou horrores a ganhar,mas ganhei um novo andar. Hoje para me levantar foi um castigo, porque os gémeos estão piores do que o chapéu de um pobre. Habituadinha a andar de salto alto todos os dias, esta fashion queen treme, só de pensar no dia em que irá ter que calçar ténis outra vez....

segunda-feira, 1 de março de 2010

Vou-te comprar uns óculos, macaca... A ver se te mancas...


Ser inscrita pela nossa chefia (o caso mais prático e gritante que conheço de burrice emocional e sensorial extrema e etc) numa formação denominada "Inteligência Emocional e Eficácia pessoal" só porque não temos um problema de costas que nos faz lamber o chão que ele pisa, é mau.

Pior ainda é ouvirmos a macaca dizer que foi inscrita pelo mesmo peixe-balão nesta formação porque está na empresa há muitos anos e de momento não há assim grande oferta de formações para inscrição.

Péssimo, quase, quase a roçar o lodo total, é a babuína referir que esta formação é óptima para reciclar conhecimentos.

Macaca, não queria ferir-te os sentimentos, mas tenho uma revelação a fazer-te:

Esta formação está para ti como o Manuel Luis Goucha está para as manhãs da TVI. Osmose total, percebeste?

Ah, e só reciclamos conhecimentos quando os possuimos, tá?

Tenho para mim que andas a comer umas bananas estragadas... Ou isso ou andas a dar-lhe forte no vinho tinto de pacote.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Dia santo no Jardim Zoológico


A macaca fez anos hoje e, como tal, só grunhiu aí umas 10 vezes - a sua média diária de guinchos a décibeis que molestam o aparelho auditivo ronda os 859860.


O peixe-balão está fora, em formação - -rezo, com todas as minhas forças, para que venha de lá com o certificado de Eu-agora-já-sei-mandar,-sabem,-ensinaram-me-tudo assinado e já emoldurado para pendurar lá na jaula.


Que mais podia eu pedir?
Vá, vamos lá a parar com isso, sim? Não caem aviões todos os dias e a babuína ficou cá, ok?

domingo, 10 de maio de 2009

Quando a bicharada se reúne


O que eu trouxe do encontro anual da firma?


- Uma festinha no cabelo do director do departamento;

- a directora financeira pegou-me literalmente ao colo, para tentar estimar sobre o meu peso.


Conclusão:


- ou já me ... ou estão para me...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Control-Alt-Delete


Quando me finar vou legar o meu cérebro à ciência. Às ideias que me passam pela cabeça de vez em quando, irei por certo representar um grande contributo para a humanidade.

terça-feira, 31 de março de 2009

Uma baixa de peso


Lá para os lados do Jardim Zoológico habitou, até hoje, um espécimen, no mínimo, interessante. Em 7 anos de convívio na jaula conjunta, aprendi que:


- guinchar alto, não é defeito, é surdez;
- desligar chamadas de clientes porque não se consegue conter o riso e se teme deixar um selo amarelo nas cuecas é perfeitamente saudável;
- o cabelo está lavado, o aspecto oleoso deve-se às ampolas de tratamento;
- é possível ficar-se alcoolizado com 2 mon chéries;
- dizer naturelich (provavelmete haverá para aqui uma incorrecção qualquer) sem cuspir uma sêmea para o teclado é chique;


A partir de hoje, ouvir o Pente que te penteia, da Elis, nunca mais será a mesma coisa...


Carneirinho Mémé, já tenho saudades de ouvir a tua saudação diária: "Hallo, Tinaaaaaaaaaaaa!"

E porque eu reinventei o alemão, aqui vai: The chuss!


PS: Foi lindo ter chegado ao infantário da Laura com rimel até ao queixo....


terça-feira, 10 de março de 2009

O Jardim Zoológico


Lá no Jardim Zoológico onde trabalho há de tudo:
- o peixe-balão, que tem vindo a ser domesticado aos pouquinhos, ou não fosse eu uma cascavel que não perdoa;
- uma leoa, que mostra as suas garritas de vez em quando, e que ainda acha que uma tromba de elefante resolve qualquer coisa;
- algumas hienas, que tanto se riem e confraternizam alegremente com os animais da jaula ao lado, como os apunhalam pelas costas à primeira oportunidade, maldizendo e ridicularizando o assunto da conversa de há momentos;
- uma macaca, que abre as goelas a toda a hora, estridentemente.

Ora hoje apetece-me falar sobre a macaca do Zoo.
A macaca é aquele género de animal que adora fazer show off! É vê-la a saltar de galho em galho, à espera que o tratador a aplauda - o que quase sempre acontece. O pior é quando NÃO acontece... E aí é que o caldo está entornado!... Porque ela já saltou 49887587658 vezes de galho em galho só naquele dia e ninguém lhe dá valor, porque ela é a melhor saltadora e a que come bananas mais rapidamente do que qualquer outro e ninguém reconhece tal proeza.

E o resto da bicharada tem que aguentar-se à bronca, porque quando este tipo de abordagem não resulta, a babuína passa para a táctica seguinte, que é atirar-se para o chão e soltar gemidos acompanhados de baba e ranho.

Obviamente que no dia seguinte, quando eu chego ao Jardim (sim, porque este espectáculo deprimente só acontece quando aqui a cascavel vai para a sua jaula privativa, que o respeitinho é muito lindo...), lá está afixado, à porta da jaula, o cartaz:

Bicharada, agradeço que sempre que a macaca saltar de galho em galho e comer uma banana lhe façam uma festinha, que ela anda carente.
Ass: O peixe-balão, amputado há algum tempo

Detesto símias. E peixes-balão amputados.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Frase do dia: Vai mas é trabalhar!!!!

Cada vez me convenço mais que não ter ocupação fomenta a diarreia mental. Que o diga o peixe-balão...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Alguém se importa de me explicar...


...que tipo de gás é insuflado nas entranhas de um colega de trabalho que é promovido a chefe?!?!?!?


Autêntico efeito peixe-balão, valha-me Deus...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Revelação


Há pessoas que parecem normais e depois venho a descobrir que seguiam religiosamente o programa Na casa do Toy...

O ancestral método do atira ao ar

Nos meus tempos de estudante, e sempre que a nota de um teste não correspondia às nossas expectativas, havia duas hipóteses:
a) o professor era mau;
b) o professor tinha atirado os testes ao ar e a valoração dos mesmos dependia do local da queda do teste.
Fazendo a analogia para o tempo que corre: desconfio que há chefes que têm uma costela de professores...

sábado, 22 de novembro de 2008

Lei geral do trabalho

Experimentem ir a um congresso em serviço e pedir que vos ofereçam um brindezito. Logo a seguir dispam a farda, vistam a vossa roupa e dirijam-se ao mesmo stand.

Diferenças:
Fardada: o brinde é automaticamente oferecido.
À visitante: esfrega de meia hora, a explicar as vantagens do produto.

Conclusão: a classe operária tem um código de honra: não chatear quem está de serviço.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A poupança como ela é

4º dia sem elevador...

Estou a ficar com uns gémeos....



Amanhã vou subir as escadas a fazer o pino, para ver se fico assim:


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Quem pode, pode!


Há dois dias que não temos elevador na empresa. Uns simpáticos( Grrrrrrrrrr...) avisos estão colados em todas as portas dos elevadores dos pisos, reforçados por uma cópia com letra a tamanho 60 à porta de entrada de cada departamento, para evitar que os mais distraídos se distraiam e se mandem para o fosso...
Ora lá subia eu hoje as escadas, na companhia de um colega, e step by step, lá íamos tentando trocar uns comentários, por entre arfadelas desesperadas, que isto de fumar e fazer exercício forçado não combina! E ele diapara:
- Se a doutora estivesse cá, o elevador já estava arranjado... (importa dizer que a nossa directora comercial é de estrutura larga (Bastante larga) e é basicamente um exemplar de categoria para os cartazes de persuasão dos ginásios)
- Agora estiveste bem! - retorqui. No meio disto tudo, cruzamo-nos com um colega que vem airosamente a descer os degraus e que ouviu esta nossa troca de palavras, e que atalha:
- Ela está cá, mas está no piso zero.
E eu fiquei a pensar: quem me manda ser uma mera assistente?