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terça-feira, 4 de maio de 2010

Espelho meu, espelho meu...


Ninguém me consegue convencer que o pessoal que projecta os parques de estacionamento não está mancomunado com a classe dos mecânicos. Não vejo outra razão que explique o facto da maioria apresentar lugares que mais parecem destinados aos triciclos da ganapada!

E aqueles pilares brutais magníficos colocados estrategicamente para uma gaja destruir metade do seu bólide? Um assombro... Está uma gaja a fazer a manobra a achar que o carro vai entrar, vai entrar, vai entrar, e toma... era uma vez um espelho!


Estou mesmo a vê-los, qual corja a congeminar:


- Mete aqui o pilar, aí com 1 mt de diâmetro, que pelo menos tens 4 carros aviados por dia.


- Essa parede tem que ser mais espessa. E carrega bem nesse ângulo de curvatura. A média de colisão prevista é de 9 carros.


- Coloca-me essa rampa mais inclinada. O pessoal tem que se borrar todo para fazer ponto de embraiagem ao inserir o ticket para sair.


Por isso, sempre que saio de um parque de estacionamento com o meu carrinho ileso (que não foi o caso de hoje) estou sempre a ver onde pára o mecânico mais próximo.


Esta história é concertação entre a ordem dos arquitectos e a dos mecânicos. Ninguém me tira da cabeça.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Perdoa, querida mãezinha, este teu rebento....






Minha mãezinha querida, essência do meu ser, da próxima vez que decidires oferecer um CD à tua riqueza de neta, pede-me a opinião, por favor. Ou então, compras o dito, leva-lo para os teus aposentos reais, e coloca-lo em modo repeat umas 8759475340509 vezes. SÓ e SE conseguires terminar esta tarefa com a tua sanidade mental intacta terás autorização para fazer doações em vida de bandas sonoras com títulos tais como : O mundo da Patty - a história mais bonita.



A única explicação que me ocorre é a de eu ter sido verdadeiramente insuportável em miúda. Só pode ser isso. Que semente de vida torcida devo ter sido, para a minha mãe me castigar desta forma torpe...



Chamo requinte de vilania elevado ao seu expoente máximo ao facto do CD incluir todas as ditas músicas em versão Karaoke....



PS: E a catraia ainda me diz que o raio da caixa de óculos é linda de morrer....


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Trata de alma, trata, porque o corpo já era...


Alguém se importa de me informar como se retira o ornamento de avestruz que se encontra no vidro do meu carro?

PS: Gostava de evitar a espátula...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Barato o c%#%#!!!!


E é assim que se aprendem lições de vida. Quem me manda a mim ir armada em D. Branca, a banqueira do povo, às compras?

Vou eu fazer as comprinhas da semana, a dizer para mim própria que desta vez ia levar tudo, mas tudo, de marca branca, que a vida está cara, e blá, blá, blá, e que o mês, embora seja mais curto do que os outros, está é a esticar-se para caraças este ano e tenho que poupar. E vai de levar iogurtes da marca do hiper, toalhitas da marca do hiper, fiambre e queijo da marca do hiper, papel higiénico da marca do hiper e ...

PÁRA TUDO! Ora aqui está coisinha que não se pode deixar de comprar de qualidade. Provavelmente só quem passou pela experiência magnífica de se limpar a um ouriço cacheiro sabe do que estou a falar. A coisa é mais custosa do que uma lixa, isso eu posso garantir. E não se resume apenas ao acto da higiene, propriamente dito. A sensação de que fomos depilados 700 vezes com cera no mesmo sítio perdura eternamente, ou antes, até à próxima descarga intestinal (delgadal, ou grossal...), em que se está naqueles 5 cinco segundos após, a pensar: "Ufa, já está", e nos lembramos no 6º segundo seguinte que chegou a hora da rebarbadeira entrar em acção novamente. Mas quem foi o fabricante que achou que nasciam calos a alguém em sítios destes????

Portanto, conselho bom e de borla: não se compra papel higiénico de marcas brancas, tá? Tá.

Sou mais que vossa mãe.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Pouco barulho, pá....


Era um calmo serão familiar, com direito a jogo de cartas e tudo, quando um barulho estridente e incessante de buzinas irrompe pelos meus ouvidinhos adentro. Pensei para mim que esta aldeiazinha já não é o que era, que o trânsito tinha chegado ao pandeiro de Judas. Fui à janela, tentando resolver este enigma que se debatia dentro de mim: como é que uma rua sem saída como a minha podia ter trânsito?

E já a cãozoada toda cá das redondezas começava a ladrar como se não houvesse amanhã, desabituados que estão a que aqui a zona seja a personificação da bolsa de Tóquio. E era a Laura que não se calava, a perguntar se era o senhor dos congelados que vinha cá à rua - sim, a carrinha ridícula da Family Frost, para além daquela música tenebrosa, também buzina quando passa aqui. E a vizinhança toda abriu as persianas para ver a que se devia aquele estanderete todo. E pronto, confesso, eu também abri.

Era a caravana eleitoral. A caravana eleitoral... Dá para acreditar? Às 21h???

Recuso-me terminantemente a escrever o nome do partido político que se lembrou de vir fazer este chinfrim inqualificável cá à vilinha. E é certinho e direitinho que se vão lixar. Vejamos os votos que foram ao ar com este circo:


- todas as mães e pais de bebés que foram acordados com este banzé;

- todos os donos de cães que abriram as goelas até às entranhas;

- todas as mães e pais solteiros que têm filhos de 5 anos que, após o espectáculo, não se calaram a repetir o que dizia o altifilante do camião da caravana.


Tendo em conta que para estes lados quase todas as casas cumprem uma das três condições acima referidas, cheira-me que teria sido bem melhor terem ficado em casa a estrelar ovos.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Oh, mãaaaaaaaaaaaaae, olha eles...


Hoje foi um dia especial por duas razões: conheci a Solita, que é uma riqueza, e de manhã não fui dar o ar da minha graça para a empresa.



Hoje foi dia de fazer exames médicos patrocinados pelo patronato. Obviamente que o estágio já começou há alguns dias, quando li na convocatória por email que teria que fazer análises. Quem me conhece sabe que me borro de medo de agulhas.

Nunca, mas nunca, fico a olhar para a preparação da chacina. Entro, sento-me na cadeira, faço paleio de circunstância com a senhora que me vai trucidar, sempre a olhar para o lado. A profissional de hoje era extremamente simpática, não obstante me fazer perguntas de mais para quem está em jejum às 08h30m, e estar com o megafone ligado. Compreendo perfeitamente que falem alto, dada a clientela que vi na sala de espera: pessoas de idade, moucas como armários, que nunca respondem à primeira chamada.

Após o rx pulmonar, dirigi-me para o edifício onde me seria feita a consulta médica. Sim, porque quem organiza estas gincanas é verdadeiramente iluminado: nada de marcar todo o sequencial de tortura no mesmo local, não, nada disso. Mandam-se os funcionários para 3 locais distintos, com espaços temporais entre exames bem apertadinhos, para ver se o pessoal se esfalfa todo, ou se se apaga de vez. Nada melhor que exercício físico, depois de nos terem chupado barbaramente 8745387 de sangue. Melhor do que isso, se possível: depois dos mongos andarem de um lado para o outro, em hora de ponta, no centro da cidade, prega-se-lhes uma sequita assim de meia hora entre os eventos, para descansarem. Chegaste a tempo? Como foste capaz de superar esta prova? Então seca aí na cadeira, que já te chamamos. E ai de ti, criatura hedionda, que ouses levantar a ceira para ir fumar um cigarrito para aguentar a esfrega. É nesse preciso momento que te chamamos e, como não estás, a tansa que chegou depois de ti irá ser atendida na tua vez.

O médico que me atendeu, com o seu blazer pied-de-poule, era uma figura. Desde o instante em que entrei até ter saído do gabinete que me apeteceu dizer-lhe o que digo à Laura: Puxa os óculos para cima!. Depois de lhe ter dito que fumo quase um maço por dia, o senhor não me auscultou. Mas pelo menos fiquei a saber que viveu dois anos na Alemanha, e que foi um forinha na tropa, e que não concordou com o facto de Portugal ter cedido a independência a Timor. E que conheceu a melhor amiga da esposa do Putin. E que a PIDE lhe abria as cartas que ele enviava à família. E que deu aulas na Universidade. E que os alunos podiam entrar e sair da aula quando quisessem.

Mas pelo menos estou saudável. Foi o que o senhor me disse.



segunda-feira, 15 de junho de 2009

Não tenho muita, não tenho muita, não tenho muita. Tá? Tá.


Ultimamente, tenho andado com um pequeno grande problema. De manhã é sempre o mesmo dilema: não tenho nada para vestir... E quando digo nada, é nada mesmo. Aliás, gaja que é gaja sabe muito bem qual é a sensação de abrir o armário, percorrer com os olhos os cabides com a roupa pendurada e verificar que não tem nada para vestir.

As calças que outrora fizeram sensação já não sabem ao mesmo. A camisola que assentava impecavelmente em tempos, agora já não tem o mesmo efeito. Em suma, cada peça que lá está guardada não faz o mínimo sentido neste momento histórico da minha existência. Ou seja, não tenho NADA para vestir.

Tentando minimizar os efeitos que um mau modelito pode causar na minha reputação, fui tentar comprar qualquer coisita que me alegrasse o espírito. Escolho uma saia comprida até aos pés, daquelas super fashion, rodada, às cores e dirijo-me ao provador para experimentar. Dispo as minhas calças e preparo-me para içar uma perna para dentro da saia, e... PÁRA TUDO: quando, de repente, olho de soslaio para o espelho, estarreço. Era a maior concentração de celulite por centímetro quadrado alguma vez vista num rabo de mulher.

Passa-me tudo pela cabecinha: escaqueirar os espelhos do provador um a um, deixar aquela loja em frangalhos... Mas tudo o que fiz foi comprar a porcaria da saia, que sempre era até aos pés, e por isso as misérias estavam escondidas. Saí da loja com o ego a lamber o chão e mais tesa ainda.

Em desepero de causa, entro noutra loja, disposta a comprar umas calças de ganga, bem escurinhas, bem discretinhas, bem tapadinhas. E lá fui eu para o provador, triste como a noite, a sentir-me a maior magra obesa da história da humanidade. Ao despir as minhas calças, esforçava-me por olhar para o chão, mas o chamamento era forte. É que parece que quanto mais levamos na trombeta, mais nos esticamos para dar as fuças ao murro. E foi quando estava prestes a ter um esgotamento que, ao olhar para o espelho, vi que afinal, a coisa era mínima, nada que um cremezito de supermercado e 4387493 aplicações não resolvam.

E percebi a marosca toda. Portanto, criaturas vis da loja ao lado, peguem em vocês e nas luzes maradas do raio dos vossos provadores, e.... Pronto. Como sou magnânime, vou abster-me de fazer sugestões.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Estrelinha que te guie....

Nunca fui grande fã do Cristiano Ronaldo. Contudo, há uns anos atrás, tive um sonho muito especial que incluía o craque e, a partir dessa noite, nunca mais fui a mesma.

Desde então, tenho feito ouvidos moucos a todos os insultos que o rapaz recebe de cada vez que tem paralisias nos jogos de futebol da selecção, porque me vem sempre à mente a hiperactividade do moço no meu sonho. Ignoro até os comentários abusivos acerca da sua indumentária a modos que...extravagante, porque me recordo que no meu sonho a criatura estava como veio ao mundo.
Até à data, tenho aguentado estoicamente todos os olhares de soslaio de cada vez que, em nome daquela feliz memória, refiro que o rapaz está em fase de adaptação - afinal, passou de criança esfarrapada a homem que está podendo num ápice. Perdoei-lhe, inclusivamente, aquela frase broas: "Podem soltar os fogos!".

No entanto, hoje o verniz estalou. Com o meu Fêcêpê não, menino. Enfiar um golo quase do meio campo aos 6 minutos, não te admito.

Cristiano Ronaldo Aveiro, acabou-se tudo entre nós.

PS: Agradeço alguma compreensão quanto ao 1º parágrafo deste post. NInguém manda nos sonhos, tá? Tá.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A mania das grandezas


Tenho uma amiga que tem a mania que é chique. Já morou no Slide & Splash (até que chamou o técnico das Águas de Matosinhos). De seguida, não satisfeita, criou um negócio de escultura de balões e dedicava-se a enchê-los dia e noite (a vinda do técnico da EDPGÁS foi determinante para a mudança de residência). Agora habita numa engomadoria.


246€ de luz?!?!?!?!? É escandaloso.


E não, não são acertos.


Quem vai elaborar a carta de reclamação à EDP? Eu.


Em breve a minha amiga terá que resignar-se a habitar num simples e modesto T2. É a lei da vida. Ela tem que deixar-se de megalomanias.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O reconhecimento é o primeiro passo para a cura


Uma gaja tem o vidro do pára-brisas com uma rachadela com a extensão de um dedo anelar.
Depois há duas hipóteses:

1) - A gaja entendida não liga a chaufagem da viatura, porque sabe que as variações térmicas afectam o estado já frágil do vidro;

2) - A gaja que não pesca nadinha destes fenónemos e que está arrepiadinha até ao tutano liga a chaufagem no máximo, que assim é que é bom, porque o ambiente fica agradável num instante...


A opção aplicável à anta que escreve aqui é, obviamente, a 2. E foi ver a rachadela de 10cm a expandir-se como as barracas dos ciganos.


PS: pelo menos aprendo rápido. Desde sábado que se rapa um frio do caraças no meu bólide.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Quem sai aos seus não é de Genebra


Já estava mais do que escrito. Com ambos os progenitores caolhas, a Laura não tinha muitas hipóteses - ou seria uma caolha com hipermetropia ou uma ceguinha com astigmatismo.

Ora aqui as probabilidades eram de 50/50. Analisemos então os cenários:

- com hipermetropia, a tendência natural é de ir reduzindo, com o uso de óculos;

- com astigmatismo, se for positivo, a redução será também gradual, embora demore mais algum tempo a corrigir. Se for negativo, é como um musgo que se encarregará de ir crescendo, crescendo, e só com eventual cirurgia se conseguirá rectificar, muito embora fique sempre um valor residual impossível de combater.


Raios partam esta lei da transmissão de dados! Em que altura da corrida decidiu o parvalhão do espermatozóide que preferia o virus do paizinho em vez do meu??? Agora, bichinho nojento de cauda comprida, a miúda vai ter que usar cangalhas para sempre! Parece-te bem, seu grande anormal? Parece???

sábado, 24 de janeiro de 2009

Os meus ricos 19 eurinhos!




O que eu queria era mesmo sair de lá com um corte fantástico, que me fizesse sentir renovada, corajosa e audaz.



As seguintes advertências foram feitas:
- um corte que não ficasse perfeito só quando o cabelo fosse lavado no cabeleireiro;
- deixar o comprimento de cabelo suficiente para que a Laura pudesse fazer caracóis com os dedos à noite.



Resultado:
- tenho dois montes escandinavos na cabeça. Aliás, pareço o Joker...
- escusado será dizer que agora levo valentes puxões de cabelo até a miúda adormecer...

Vai uma gaja a uma so called designer capilar e depois é obrigada a usar diariamente uns ganchinhos castanhos à velha....

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mas afinal o que se passa?



Caros visitantes e comentadores:




A partir de hoje, este blog possui mais uma funcionalidade, e esta é verdadeiramente inovadora: sempre que acedam a esta página, Vªs. Ex.as serão convidadas a introduzir o email e a password do mesmo, e eu, com o vosso consentimento, sacarei todo os dividendos das respectivas contas bancárias! Queria apenas assegurar-vos que o pilim será muito bem gasto.




Se apanho quem se armou ao c*#*$ e me presenteou com este bug, a vingança será inexplicavelmente dolorosa.




(Ao retardado mental que fomentou este post:




- já copiei todos os meus posts, portanto de nada te vale tentares espantar-me a clientela ou bloquear seja o que for. Em três segundos, crio um novo blog, e volto a postar tudo outra vez. E outra. E outra. E outra. Aliás, podemos ficar aqui até ao ano 3027.




Tá? Tá.)

Actualização: para os que estão a aceder agora, informo que o meu consultor informático já me resolveu a situação. Como tal, este post é capaz de vos causar uma certa estranheza.

PS: Não deixa de ser irónico que fosse no post da minha Tia Lita que residisse o problema...


sábado, 20 de dezembro de 2008

Será pedir muito que te conserves 2 dias impecável?


Acabo de chegar à seguinte conclusão: eu moro no deserto Saara.

A avaliar pelas bolas de cotão que esta casa planta de um dia para o outro, só pode....

A escrava Isaura vai só aspirar a casa outra vez e volta já.

Oh tarefinha mais desprezível...

PS: A quem interesse saber, a senhora da foto não sou eu. Eu peso menos 15 kg e não pinto a raiz do cabelo de castanho. Faço questão de fazer este esclarecimento.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Mas o nome do blog está assim tão mau?


Sua Alteza Real a Laura disse:


- Isso é algum nome? Olha que realmente...! ? Isso é o que tu dizes quando estás chateada....


Sinto-me triste... Como a noite...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Era uma castração química, por favor...


E se não for pedir muito, antecedida de pequenos cortes com folha de papel em toda a extensão do membro.


PS: E não me perguntem porquê, senão ficamos aqui até 2011!

domingo, 30 de novembro de 2008

Como é bom viver num apartamento

Acabo de me dar conta de uma coisa:

Quando os vizinhos de cima decidem desforrar-se às 7 da manhã de um domingo, devemos considerar-nos desforradas também....
Juro que isto não fica assim.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Anti-upgrade


Eu sou totalmente contra os upgrades. Uma pessoa habitua-se a certas manhas e manias, e depois é obrigada a encarar a mudança com um sorriso nos lábios, e acreditar com toda a sua fé que tudo irá correr bem…
Antigamente, nos meus dias maus, sempre podia contar com uma idazita ao Pingo Doce para sair de lá completamente revigorada. Era um gosto. Aproximava-me do balcão das informações e tinha a certeza que iria lá encontrar uma senhora com pelo menos 90 anos, à qual pedia para trocar dinheiro para colocar no carrinho. A senhora iria responder-me com maus modos e era precisamente nesse momento que começava a minha terapia. Eu dava-lhe duas a abater também, e pronto, ia à minha vidinha fazer as compras. E uma gaja encarava logo o resto do dia de outra forma.
Hoje, chego ao dito lugar, já preparadinha para desopilar, e aparece-me uma menina na casa dos 20, que não só me troca o dinheiro com um “com certeza, é para já!”, como ainda me oferece um euro de plástico para que eu não tenha que me aborrecer mais com trocos! Isto não se admite! Mas estamos a brincar ou quê? Vem uma gaja de tão longe para isto????
Até aqui ainda não estava completamente desesperada, porque ainda havia a rampa onde o carrinho costuma empancar, e onde se faz sempre aquela figurinha de parva com o carro a guinar de um lado para o outro – a terapia tinha sido adiada, mas ia acontecer à mesma. Paguei as compras, ansiosa por chegar à porta. Qual não é o meu espanto quando dou de caras com uma rampa nova para os carrinhos de compras. Ora assim é que não!

Mas quem é que mandou mexer no que estava quietinho? Onde é que uma gaja descarrega o stress de um dia do caraças????

Aviso desde já: ou readmitem a velha e colocam a rampa com buracos, ou perdem uma cliente.

É que eu não estou propriamente a nadar em dinheiro para começar a frequentar consultas de psicologia. ‘Tá? ‘Tá.