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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Uma gaja bem tenta dar o exemplo...




Uma gaja sabe que tem dentro de si uma criança eterna quando estamos alapadas com o ceirão na cadeira do dentista e a nossa cria nos segura na mão e diz:




- Vai correr tudo bem, mamã! Senhor Doutor, coitadinha da minha mamã...




E de seguida, faz olhinhos cegos ao facto de parecermos um hamster no processo de mastigação e remata:




- Não se nota nada! Portaste-te tão bem mamã, que te vou levar ao shopping para almoçarmos!




E lá fomos, eu a desfilar a minha bochecha desfigurada, e ela a dar-me a mão...




sábado, 28 de maio de 2011

5ª Sinfonia em Si bemol



- Mamã, tu nem sabes o que aconteceu.....! (gritinho estridente)



- O que foi, Laura? Conta-me tudo....



- A E. e o F. (gritinho estridente) fizeram .... (gritinho hiper estridente)



- Sim, filhinha, fizeram o quê? (a ver se a miúda metia a primeira antes que eu ficasse sem pavilhão auditivo)



- .... fizeram..... (mais um gritinho estridente, aliás, do além) ..... SEXY!!!!!! (novo gritinho estridente que se deve ter ouvido no Algarve)



- E o que é isso, Laura?



- Mamã, dahhhhhhh! É darem beijinho na boca com os olhos fechados!!!!






Deus a conserve assim por muitos aninhos. Eu agradeço.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Comemoração do dia da mãe na escola+ 6ª feira 13=pé como um cepo de madeira



Mas quem me manda a mim ter a mania que sou melhor que as outras e bater o record das mães ao saltar à corda 26 vezes seguidas?






A catraia ficou toda inchada e tal, porque a mãe dela deu uma abada às outras todas, mas o meu rico pézinho com uma entorse que já cá mora há um mês (não vou contar sobre o tralho monumental que dei a entrar num café) é que está pior que o chapéu de um trolha...






Para a próxima estou mas é quietinha, porque por pouco não entrava em coma de tanto ventilar. Para além disso, orgulho de filha, embora encha o coração, também incha o pé.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Bota os olhinhos nela, Sócrates....



A Laura chega a casa abatida.


- O que foi, filha?

- As minhas amigas já não querem brincar comigo. Já não querem ser mais minhas amigas.

- Porquê?

- Não sei, mamã. Não entendo. Eu até fui uma boa chefe para elas....


É assim que uma mãe descobre que a sua cria vai ter futuro. E que haverá sempre gente que faz tudo para ir para o poleiro alheio....

terça-feira, 19 de abril de 2011

Põe-na em cuecas, então....




Há alguns dias atrás, estava a Laura num dos seus momentos de criação artística, a fazer um desenho de uma boneca, e depara-se com um dilema que só uma mãe pode resolver:





- Mamã, faço uma saia à menina ou umas calças?




- Faz umas calças, Laura.




- Com o calor que está????? Nem penses!!!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

É muito triste ser ceguinha....


É triste, mas trata-se da mais pura verdade: eu não vejo um boi à frente. Nicles. E não se trata de lentes desactualizadas, não, que ainda há um mês arrotei 90€ inteiros e completos por umas novas. Ou é isso, ou a minha bela massa encefálica carregadinha de finesse está a falecer a cada dia que passa.


Chega-me a miúda à nossa mansão sumptuosa vinda de um jantar patrocinado em casa do que a fez, e pergunta-me a minha idade. Eu inocentemente, respondo-lhe que tenho 35, e ela pergunta-me se eu não sei ver que o biquini que lhe vesti não é uma parte de baixo, mas sim uma parte de cima....


Mentalmente reconstituo o momento da manhã em que estou a vesti-la. Lembro-me que os lacinhos me parecem um pouco quinados de um dos lados, e aperto os lacinhos do outro, para compôr a fotografia. E penso para mim que a miúda tem a anca com algum problema, porque não há forma do c#$#%& do biquini assentar direito...


E pronto.... Fico com cara de parva e desfaço-me a rir. E a miúda não acha piadinha nenhuma à coisa e abre as goelas a chorar e a dizer que andou o dia todo a tirar o biquini da gaveta.


E assim se acaba a confiança de uma cria numa mãe. Agora, já nem senhora sou de cortar as unhas à catraia, porque ela diz que vejo mal e que lhe posso cortar os dedos...


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Nunca me deixas ver nadinha, mamã!


- Laura, viste como estava aquele carro?


- Não, mamã, o que aconteceu?

- O carro bateu no carro da frente e estava com o capot todo amolgado!


A Laura estica-se para trás, torce-se toda para tentar ver qualquer coisita.


Olho de esguelha pelo espelho retrovisor. Mega tromba de elefante.


- O que foi, filha?


- Logo vais pôr no telejornal, que eu quero ver o acidente, mamã!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Oh, valha-me Deus....


A hora das refeições com a Laura é sempre para morrer. A catraia fala, fala, fala e comer que é bom, fica para amanhã. As pessoas já terminaram a refeição há séculos e lá continua ela, heróica no seu posto, ainda com o prato cheio, a falar, a cantar ópera, e a tentar negociar o que fica a ganhar ranço cá fora e o que vai entrar no nobre circuito digestivo de sua alteza.

Eu e ele: Laura, agora, não podes falar, tens que comer. E só depois de teres comido tudo é que podes voltar a falar.

E é exactamente neste ponto que ocorre um fenómeno laural que desconhecia até à data. A criaturinha irrompe num choro compulsivo, com ranho até ao pescoço (nham, nham...), com direito a soluços daqueles em que o bife de frango hesita entre seguir pelo canal correcto ou optar pelo do nariz.


Laura: Mas eu tenho voz!

Podem fazer tudo à minha miúda. Esquartejá-la, virá-la ao contrário, espancá-la quiça... Mas nunca, NUNCA, a mandem fazer silêncio.

Para vosso bem. Se quiserem manter o pavilhão auditivo intacto.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Foi h]a 6 anos e 9 meses...


Aviso> O meu teclado est]a como se pode ver> desconfigurado. Quem se conseguir safar e perceber o post, parab]ens, pode considerar/se um ser superior e distinto.



Hoje a Laura faz 6 anos. Como n\ao podia deixar de ser, h]a dias que ando a cogitar na prenda a oferecer. ]E que isto de fazer anos perto do Natal arrasa com uma gaja, pois as id]eias esgotam/se todas por volta de fins de Novembro... Mas confesso que este ano a escolha esteve, at]e, facilitada. E tudo }a conta do dia em que o Azeit\ao se finou. Passo a explicar.



H]a algum tempo que a Laura me andava a pedir um animal de estima;\ao _ um gato, um c\ao, qualquer coisa que se mexesse sem necessitar de pilhas. Ora como a minha experiencia com o casal maravilha de agapones foi literalmente para esquecer, tentei logo demover a minha cria das op;\oes apresentadas, pois estava j]a a ver/me de ceir\ao para o ar a apanhar pelos todos os dias... E a mi]uda n\ao tem mais nada> apanhou um caracol na rua, ao qual resolvemos posteriormente chamar Azeit\ao, e trouxe/o para o nosso lar. Sim, para a nossa rica casinha... E eu fui obrigada a engolir em seco e a trat]a/lo como um pequeno rebento, um pequeno beb]e, semente de vida acabada de plantar... E, eu sem sequer saber o que o desgra;ado comia, l]a punha uma folhita de alface e migalhas de p\ao, para ver se o gajo vingava, dentro da caixinha de cartao, bercinho mais lindo....



Como ]e obvio, o miser]avel durou uma semana. Esganadinho de fome, suponho, bateu a bota, finou/se. E a mi]uda, coitada, l]a se conformou _ o infeliz tinha ido desta para melhor, e la] estava ela sozinha no mundo outra vez, a ter que lutar contra o universo sem companhia...



Hoje resolveu/se, ent\ao, esta desgra;a. Compraram/se duas tartarugas deliciosas, que se Deus quiser (e rezo para que n\ao queira) crescer\ao at]e aos 30cm. A ver se a catraia as defaz antes disso....



PS> isto do teclado est]a agreste, est]a.... Mas o dia era especial de corrida!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

É pôr os olhinhos nela....


A ver umas fotos das férias nas Maldivas de uns amigos, surge um caranguejo gigante. A Laura, muito despachada, informa que também já viu um exemplar igual. E quando os meus amigos perguntam:


- A sério, Laurinha? Onde?


A Laura, do alto da sua sapiência, responde:


- No Pingo Doce.


Fossem todos como a minha cria e não havia inveja neste mundo....

terça-feira, 30 de junho de 2009

Sr. Lei com costela de D. Juan


Calor abrasador. Laura dentro do carro, esgazeada de fome. Direcção: shopping mais próximo, para alimentar a criatura e comprar prenda de aniversário da minha mãe, para de seguida a levar à aula de ballet. 40 minutos para executar estas tarefas. Ora o que poderia acontecer para me encanzinar a engrenagem toda? Operação stop, naturalmente, e com polícias acabadinhos de sair da Academia, com as mãozinhas a tremer por preencher o livrinho de autos.

- Os seus documentos e os da viatura, por favor.

- Boa tarde, senhor agente. Concerteza.

(Procuro os documentos dentro da capa que arquiva cartas verdes desde 2002, selos desde 2002, certificados provisórios de seguro desde 2002)

- Está nervosa?

- Não, senhor agente, porque deveria estar? (ai o raio, mas eu tenho cara de criminosa? Só estou a suar em bica, Sr. Eu-estou-fardado-e-eu-prendo-pessoas-se-me-apetecer)

- Sabe que há um sítio chamado arquivo geral, onde se deve depositar papeis que já não estão em uso. (faz aquela cara paternalista, de quem: vá, procura, tansa, que eu aguardo)

- Sim, por acaso sei. Mas não tenho tido tempo...(um bófia com a mania que é forinha e cheio da piada, sim senhora, não me podia faltar mais nada...)

- Não me acredito que em 7 anos não tenha tido tempo de limpar essa capa... (espera aí, que tu hás-de ter muito a ver com o que eu faço com o meu tempo...)

- Acredite, Sr. Agente, se tivesse a minha vida, ia pedir para me dar! Muito trabalho, muito trabalho...(entrego-lhe os documentos, ciente que ia ser multada, uma vez que a morada da carta de condução não coincide com a da carta verde)

- Pois então diga-me lá a sua morada.

- Qual delas quer, Sr. Agente? A verdadeira, ou a falsa? É que mudei de casa há 6 meses, e ainda não tive tempo de ir actualizar a carta de condução. (Tanga, naturalmente, já saí de casa dos meus pais há 8 anos)

- E mora onde mesmo?

- Em ___.

- Ah, ali à beira da avenida principal?

- Sim, exacto, aliás só existe mesmo essa avenida, não existe mais nenhuma...

- E costuma ir ao café ___?

- Não, não.

- Mora naqueles prédios cor de tijolo, mesmo junto a___? (e de que forma contribui isso para a multa que vais passar, palhaço???)

- Sim, moro.

- Eu vou muito para esses lados. (Sim, e...que é que isso me interessa, escaravelho?)

A este momento, a Laura começa a dizer que vai morrer, que já sente a barriga a fazer barulho, com aquele ar de quem vai desfalecer a qualquer instante, e eu com vontade de lhe dizer que a culpa era toda do energúmeno que, a esta altura, já estava pendurado na janela.

- Sr. Agente, se tiver que me autuar, ia pedir-lhe que o fizesse, porque a minha filha está cheia de fome...(desaparece, mas é, besouro!)

- Desta vez, passa. Mas olhe que estarei aqui novamente dentro em breve, e se não tiver regularizado a situação, vou ter que tomar medidas...

- Muito obrigada pela atenção.



E zarpei dali. Antes que a Laura se lembrasse de lhe perguntar o que normalmente pergunta ao carteiro, ao Sr. do condomínio e ao distribuidor da pizza:

- Tens namorada?

domingo, 24 de maio de 2009

Regra nº 1: nunca arruinar um sonho


- Mamã, quando é que as minhas mamocas vão crescer?


- Quando fores maiorzinha, Laura.


Não fui capaz de lhe dizer que, a tomar em consideração a lei da hereditariedade, esta será uma questão que ela colocará até ao fim da sua existência...


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Raios partam o miúdo e mais a sua família perfeita!


Depois de ter visto um episódio do Ruca, onde o menino (que é canceroso, concerteza, porque tem 4 anos e é careca) prega partidas à sua mãe e ela reage sempre com uma gargalhada, a Laura decidiu que ontem seria dia 1 de Abril.



Abro o frigorífico e vejo um cão lá dentro. Automaticamente, chamo por ela e pergunto-lhe:



- Oh Laura, o que é que está o cão a fazer aqui?



E pronto. A catraia desata-me num pranto, porque a mãe do outro riu-se imenso com aquela partida, e eu não, e porque a mãe do careca é que gosta dele e tudo, e tudo, e tudo. E eu, perplexa com aquela reacção (sublinhe-se que estava nas minhas vidinhas de esfrega, esfrega, esfrega, põe-se muito pó e por isso não assisti ao filme), só consegui pensar: a miúda está em ácido.... Como é que vou remediar esta situação?



Os minutos seguintes resumem-se ao seguinte: eu a arrancar uma gargalhada do fundo do meu intestino grosso ou delgado, nem sei, com um Mauzão dentro da banheira. Eu a rir-me como o público em background naquelas séries cómicas foleiras do Camilo de Oliveira com um panda atrás da porta do quarto. Eu a gritar como aquelas actrizes fatelas do Poltergeist com um boneco feio qualquer que estava dentro da minha mala.



E foi isto. Ontem foi dia da mãe, não foi? Ou não?

segunda-feira, 16 de março de 2009

Das duas uma...


Após alta produção para uma ida ao shopping, a Laura, olhando-se ao espelho, profere a seguinte frase:


Eu não me conheço, mas sei que sou eu!


Não se me afiguram muitas opções:

- esta miúda vai ser um bocadinho pedante

- ou tem morada aberta e vê espíritos...

terça-feira, 3 de março de 2009

Comunicação para leres daqui a 30 anos


Laura:



Estás autorizada a enfiar-me num lar quando eu não conseguir conter os meus ímpetos intestinais. Não num lar qualquer, vá. A mamã exige um lar com:



- séniores jeitosos, que não se babem de 10 em 10 segundos, e que ainda consigam segurar num copo com estilo, sem tremelicarem;

- enfermeiros meigos e simpáticos - por volta de 2040 eu estarei certamente ceguinha, mas não estarei mouca nem insensível ao tacto.



Eu vou entender. Afinal, também te inscrevi num infantário aos 9 meses...




terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Nariz de bruxa já tenho, é um facto....


A Cruella de Vil é uma menina de coro comparada comigo... Pelo menos é isto que eu sinto depois de ouvir a seguinte frase hoje de manhã:


- Oh mamã, partiste-me o sonho... Não é justo...



Não sei se aguento que me espetem punhais no coração logo pela manhã...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Quem sai aos seus não é de Genebra


Já estava mais do que escrito. Com ambos os progenitores caolhas, a Laura não tinha muitas hipóteses - ou seria uma caolha com hipermetropia ou uma ceguinha com astigmatismo.

Ora aqui as probabilidades eram de 50/50. Analisemos então os cenários:

- com hipermetropia, a tendência natural é de ir reduzindo, com o uso de óculos;

- com astigmatismo, se for positivo, a redução será também gradual, embora demore mais algum tempo a corrigir. Se for negativo, é como um musgo que se encarregará de ir crescendo, crescendo, e só com eventual cirurgia se conseguirá rectificar, muito embora fique sempre um valor residual impossível de combater.


Raios partam esta lei da transmissão de dados! Em que altura da corrida decidiu o parvalhão do espermatozóide que preferia o virus do paizinho em vez do meu??? Agora, bichinho nojento de cauda comprida, a miúda vai ter que usar cangalhas para sempre! Parece-te bem, seu grande anormal? Parece???

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Sai, visão do inferno, sai!


Hoje de manhã fiquei aterrorizada. A preparar a Laura para a levar ao infantário, por volta das 07h, tive uma visão... Era a Cristina Caras Lindas, ali, mesmo à minha frente...


Tenho mesmo de lhe fazer o desmame do biberão, caso contrário, aquele formato dos dentes vai aterrorizar-me para todo o sempre....


(sim, porque se aparelho resolvesse, a outra já não estava naquele estado há muito tempo, suponho...)


PS: Depois de ter lido o comentário da Donolla, a coisa caiu-me como uma bomba... A cremalheira a que me queria referir era a da Isabel Angelino... Pfff...Cérebro, cérebro....

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O que pensar de alguém...

...que ainda não desfez a árvore de Natal?


E a bem da verdade, devo confessar que as seguintes razões estão excluídas:
- não frequentar a casa desde o dia 7 de Janeiro;
- a árvore ter ganho raízes extensíveis até ao apartamento do vizinho de baixo que só se conseguem arrancar ao machado;


Obedecer a um pinchavelho de 5 anos, que diz que a árvore é para ficar, faz de mim o quê? Ahn? AHN?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

5 anos! 5 anos! 5 anos!


Parabéns, meu amor. Que o futuro te reserve tudo o que mais desejas:


- o castelo de Diamantes da Barbie;
- a varinha mágica da Floribella (que falta de gosto...)
- umas sapatilhas da Kitty;
- o livro das Ligadas.


O restante, ou seja, amor, devoção e carinho, já o tens por natureza.