
Uma gaja tenta inscrever a miúda na escola e depara-se com 1001 dificuldades:
- é a obesa da secretaria que não levanta o ceirão para dar informações;
- é a quantidade infinita de papéis com informação repetida a preencher;
- é a sanha de reunir documentos originais e fotocópias dos mesmos.
A última peripécia nesta dolorosa e penosa caminhada foi conseguir que me passassem uma famigerada declaração que atestasse que a Laura tem as vacinas todas em dia, não vai pegar difteria a ninguém e se morder não tem raiva.
A coisa começa logo por conseguir que sua realeza a telefonista me coloque em contacto com o corpo de enfermagem. Oh, tarefazinha mais rebuscada, dotada de sapiência elevada... Achei eu que carregar em 3 botões do PBX fosse canja laranja para o jarrão Ming que me atendeu o telefone. Mas não... e porque essas declarações não se passam, e porque a escola tem que aceitar o boletim como comprovativo e blá, blá, blá... Uma gaja tem que se indispor e falar grosso para conseguir chegar à fala com a enfermeira chefe substituta, contar a vidinha toda, predispor-se a elaborar uma declaração-modelo (sua excelência nunca tinha passado nenhuma...) para que lhe passem um papel que mais não é que um print da base de dados do centro de saúde, devidamente carimbado e assinado....
Valha-me Deus...Socorro... Em que estado estamos!
Chego a duas conclusões, para mal dos meus pecados:
- o mais difícil não é falar com o patrão, mas sim conseguir passar pela energúmena da secretária;
- todas as profissões deveriam ter como disciplina base de formação o Português. Parece-me essencial, não sei....