terça-feira, 30 de junho de 2009

Sr. Lei com costela de D. Juan


Calor abrasador. Laura dentro do carro, esgazeada de fome. Direcção: shopping mais próximo, para alimentar a criatura e comprar prenda de aniversário da minha mãe, para de seguida a levar à aula de ballet. 40 minutos para executar estas tarefas. Ora o que poderia acontecer para me encanzinar a engrenagem toda? Operação stop, naturalmente, e com polícias acabadinhos de sair da Academia, com as mãozinhas a tremer por preencher o livrinho de autos.

- Os seus documentos e os da viatura, por favor.

- Boa tarde, senhor agente. Concerteza.

(Procuro os documentos dentro da capa que arquiva cartas verdes desde 2002, selos desde 2002, certificados provisórios de seguro desde 2002)

- Está nervosa?

- Não, senhor agente, porque deveria estar? (ai o raio, mas eu tenho cara de criminosa? Só estou a suar em bica, Sr. Eu-estou-fardado-e-eu-prendo-pessoas-se-me-apetecer)

- Sabe que há um sítio chamado arquivo geral, onde se deve depositar papeis que já não estão em uso. (faz aquela cara paternalista, de quem: vá, procura, tansa, que eu aguardo)

- Sim, por acaso sei. Mas não tenho tido tempo...(um bófia com a mania que é forinha e cheio da piada, sim senhora, não me podia faltar mais nada...)

- Não me acredito que em 7 anos não tenha tido tempo de limpar essa capa... (espera aí, que tu hás-de ter muito a ver com o que eu faço com o meu tempo...)

- Acredite, Sr. Agente, se tivesse a minha vida, ia pedir para me dar! Muito trabalho, muito trabalho...(entrego-lhe os documentos, ciente que ia ser multada, uma vez que a morada da carta de condução não coincide com a da carta verde)

- Pois então diga-me lá a sua morada.

- Qual delas quer, Sr. Agente? A verdadeira, ou a falsa? É que mudei de casa há 6 meses, e ainda não tive tempo de ir actualizar a carta de condução. (Tanga, naturalmente, já saí de casa dos meus pais há 8 anos)

- E mora onde mesmo?

- Em ___.

- Ah, ali à beira da avenida principal?

- Sim, exacto, aliás só existe mesmo essa avenida, não existe mais nenhuma...

- E costuma ir ao café ___?

- Não, não.

- Mora naqueles prédios cor de tijolo, mesmo junto a___? (e de que forma contribui isso para a multa que vais passar, palhaço???)

- Sim, moro.

- Eu vou muito para esses lados. (Sim, e...que é que isso me interessa, escaravelho?)

A este momento, a Laura começa a dizer que vai morrer, que já sente a barriga a fazer barulho, com aquele ar de quem vai desfalecer a qualquer instante, e eu com vontade de lhe dizer que a culpa era toda do energúmeno que, a esta altura, já estava pendurado na janela.

- Sr. Agente, se tiver que me autuar, ia pedir-lhe que o fizesse, porque a minha filha está cheia de fome...(desaparece, mas é, besouro!)

- Desta vez, passa. Mas olhe que estarei aqui novamente dentro em breve, e se não tiver regularizado a situação, vou ter que tomar medidas...

- Muito obrigada pela atenção.



E zarpei dali. Antes que a Laura se lembrasse de lhe perguntar o que normalmente pergunta ao carteiro, ao Sr. do condomínio e ao distribuidor da pizza:

- Tens namorada?

terça-feira, 23 de junho de 2009

Alguém fazia o obséquio de me explicar...


...se é grave? Se haverá solução através da psicocirurgia?


Foi mais ou menos assim: numa urgência, ligo para o consultório da minha dentista. Descubro que mudou para o cu de Judas. Ora eu, como paciente fidelíssima que sou (o tanas, tenho é um cagaço monumental de anestesias e a alminha tem uma paciência de Job para aturar os meus ataquinhos de sem-noção), marco consulta para o novo consultório, a 40 Km do antigo.


Auto-estrada. Reminisciências de um episódio antigo. Rio-me da situação. Consulta de dentista. Orçamento indigno de se apresentar a quem vem de tão longe para abrir a boca. Respiro fundo e decido solução temporária. A dentista não me cobra cheta, talvez sensibilizada pela minha reacção à proposta exorbitante apresentada. Abandono consultório - pelo menos foi de borla. A minha amiga C. telefona-me. Dou-lhe a triste notícia do enfardanço inescrupuloso, imoral e escandaloso de que vou ser vítima. Conversa flui para outros assuntos. Desligamos. A minha amiga M. liga-me. Dou-lhe a triste notícia do enfardanço inescrupuloso, imoral e escandaloso de que vou ser vítima. Conversa flui para outros assuntos. Chego à portagem. O meu cérebro pergunta-me onde está o talão da portagem. Eu não sei responder. Começo a puxar a cassete atrás. Não consigo visualizar o momento em que o dedo carrega no botão. Momento inexistente na cassete. Arrota 26,40€, outra vez.


A minha mente é especial, única, desassociada... E eu que me f...



quinta-feira, 18 de junho de 2009

Dia santo no Jardim Zoológico


A macaca fez anos hoje e, como tal, só grunhiu aí umas 10 vezes - a sua média diária de guinchos a décibeis que molestam o aparelho auditivo ronda os 859860.


O peixe-balão está fora, em formação - -rezo, com todas as minhas forças, para que venha de lá com o certificado de Eu-agora-já-sei-mandar,-sabem,-ensinaram-me-tudo assinado e já emoldurado para pendurar lá na jaula.


Que mais podia eu pedir?
Vá, vamos lá a parar com isso, sim? Não caem aviões todos os dias e a babuína ficou cá, ok?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Não tenho muita, não tenho muita, não tenho muita. Tá? Tá.


Ultimamente, tenho andado com um pequeno grande problema. De manhã é sempre o mesmo dilema: não tenho nada para vestir... E quando digo nada, é nada mesmo. Aliás, gaja que é gaja sabe muito bem qual é a sensação de abrir o armário, percorrer com os olhos os cabides com a roupa pendurada e verificar que não tem nada para vestir.

As calças que outrora fizeram sensação já não sabem ao mesmo. A camisola que assentava impecavelmente em tempos, agora já não tem o mesmo efeito. Em suma, cada peça que lá está guardada não faz o mínimo sentido neste momento histórico da minha existência. Ou seja, não tenho NADA para vestir.

Tentando minimizar os efeitos que um mau modelito pode causar na minha reputação, fui tentar comprar qualquer coisita que me alegrasse o espírito. Escolho uma saia comprida até aos pés, daquelas super fashion, rodada, às cores e dirijo-me ao provador para experimentar. Dispo as minhas calças e preparo-me para içar uma perna para dentro da saia, e... PÁRA TUDO: quando, de repente, olho de soslaio para o espelho, estarreço. Era a maior concentração de celulite por centímetro quadrado alguma vez vista num rabo de mulher.

Passa-me tudo pela cabecinha: escaqueirar os espelhos do provador um a um, deixar aquela loja em frangalhos... Mas tudo o que fiz foi comprar a porcaria da saia, que sempre era até aos pés, e por isso as misérias estavam escondidas. Saí da loja com o ego a lamber o chão e mais tesa ainda.

Em desepero de causa, entro noutra loja, disposta a comprar umas calças de ganga, bem escurinhas, bem discretinhas, bem tapadinhas. E lá fui eu para o provador, triste como a noite, a sentir-me a maior magra obesa da história da humanidade. Ao despir as minhas calças, esforçava-me por olhar para o chão, mas o chamamento era forte. É que parece que quanto mais levamos na trombeta, mais nos esticamos para dar as fuças ao murro. E foi quando estava prestes a ter um esgotamento que, ao olhar para o espelho, vi que afinal, a coisa era mínima, nada que um cremezito de supermercado e 4387493 aplicações não resolvam.

E percebi a marosca toda. Portanto, criaturas vis da loja ao lado, peguem em vocês e nas luzes maradas do raio dos vossos provadores, e.... Pronto. Como sou magnânime, vou abster-me de fazer sugestões.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Aos filmes que faço, já devia ter ganho qualquer merdinha...


Eu gostava de escrever qualquer coisinha realmente interessante, minimamente engraçada, como é o meu estilo... Mas infelizmente e para mal dos meus pecados, não tenho andado com grande vontade para cá vir depositar o que vem tropeçando aos trambolhões pelo meu encéfalo ultimamente. Porque são pensamentos meus, idéias diarréicas que me assolam, que iriam, no fim de contas, pôr a nu (não, não delirem, que sou muito magra) uma XS que não me apetece mostrar.


Têm havido grandes sessões de verdadeira pancadaria nas minhas entranhas. E este folhetim trágico-marítimo só me acontece quando começo a pensar em coisas que não devo... Quem me ouvir ou ler há-de pensar que a minha conta bancária passou a estar com saldo positivo permanente. Não. Continuo a mesma tesa de sempre, sem cheta para mandar cantar um cego. Só acumulo mais um pensamento de merda na cabeça. Só isso.


E é assim, a vidinha. Aquela emoção: comer, dormir, trabalhar e pensar em merda.


Volto assim que o picheleiro vier desentupir o esgoto.



domingo, 24 de maio de 2009

Regra nº 1: nunca arruinar um sonho


- Mamã, quando é que as minhas mamocas vão crescer?


- Quando fores maiorzinha, Laura.


Não fui capaz de lhe dizer que, a tomar em consideração a lei da hereditariedade, esta será uma questão que ela colocará até ao fim da sua existência...


terça-feira, 19 de maio de 2009

Eu já disse que ia legar o meu cérebro à ciência, não disse?

Esta música faz-me sempre lembrar a minha amiga A. e o dia em que ela foi colocar as suas fantásticas unhas de gel. Tarefas como abrir um iogurte, pegar em objectos pousados em superfícies planas ou desabotoar o casaco eram para esquecer...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

É pena... Cheira-me que davas uma óptima vendedora ambulante...

A primeira página da Dica da Semana do LIDL que hoje retirei da minha caixa do correio é ocupada com uma foto desta senhora que, pelo vistos, é muito conhecida no mundo tauromáquico, com a legenda: "Tenho imensos sonhos"



Só três coisinhas a sublinhar:

- com essa fronha, tens mesmo que continuar a sonhar;

- não mudes de cabeleireira, não...;

- e se fosses espetar a farpa no...?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Aluga-se loja, baratinha, baratinha


Cá para os lados do meu barraco, duas ruazitas acima, existe uma moradia adapatada, cujo andar de baixo está convertido em duas lojas de rua. Uma delas está ocupada pelos próprios donos da casa com um negócio em franca expansão, sempre a florescer e com freguesia garantidíssima. A outra está para alugar desde que vim morar para cá. Os senhorios bem tentam colocar cartazes apelativos para incentivar ao arrendamento, mas a loja continua às moscas. Nunca foi alugada.

A loja é jeitosa, arejada e com óptimo aspecto. A loja tem luz directa todo dia. A loja está na rua principal. Não entendo...

Que mal tem ser paredes meias com uma agência funerária? Fogo! Pessoalzinho exigente...

domingo, 10 de maio de 2009

Quando a bicharada se reúne


O que eu trouxe do encontro anual da firma?


- Uma festinha no cabelo do director do departamento;

- a directora financeira pegou-me literalmente ao colo, para tentar estimar sobre o meu peso.


Conclusão:


- ou já me ... ou estão para me...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Eu não sou de intrigas, mas...



O meu amigo P. fez-me a observação hoje, e sou obrigada a concordar. A senhora não parece a Belle Dominique em fase terminal?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Raios partam o miúdo e mais a sua família perfeita!


Depois de ter visto um episódio do Ruca, onde o menino (que é canceroso, concerteza, porque tem 4 anos e é careca) prega partidas à sua mãe e ela reage sempre com uma gargalhada, a Laura decidiu que ontem seria dia 1 de Abril.



Abro o frigorífico e vejo um cão lá dentro. Automaticamente, chamo por ela e pergunto-lhe:



- Oh Laura, o que é que está o cão a fazer aqui?



E pronto. A catraia desata-me num pranto, porque a mãe do outro riu-se imenso com aquela partida, e eu não, e porque a mãe do careca é que gosta dele e tudo, e tudo, e tudo. E eu, perplexa com aquela reacção (sublinhe-se que estava nas minhas vidinhas de esfrega, esfrega, esfrega, põe-se muito pó e por isso não assisti ao filme), só consegui pensar: a miúda está em ácido.... Como é que vou remediar esta situação?



Os minutos seguintes resumem-se ao seguinte: eu a arrancar uma gargalhada do fundo do meu intestino grosso ou delgado, nem sei, com um Mauzão dentro da banheira. Eu a rir-me como o público em background naquelas séries cómicas foleiras do Camilo de Oliveira com um panda atrás da porta do quarto. Eu a gritar como aquelas actrizes fatelas do Poltergeist com um boneco feio qualquer que estava dentro da minha mala.



E foi isto. Ontem foi dia da mãe, não foi? Ou não?

domingo, 3 de maio de 2009

E realmente foi assim...



E a Laura adorou ouvir falar dela... E a minha mãe já não conhece a voz da sua filha e achou que a Ana Isabel Arroja era eu... E a Laura teve que lhe dizer que não era eu... E a minha mãe tem 58 anos e a Laura tem 5... E a minha mãe disse que, se me despedissem, teria sempre o quartinho lá em casa... E o meu miguito MR ficou em casa para gravar o programa... E eu não consigo publicar o ficheiro de som... E o meu pessoal encharcou-me o telemóvel de mensagens:


Tá tudo a ouvir a Rádio Comercial, carago! Que orgulho. Beijos (M.)


XS és a maior! Está o máximo! Beijocas e parabéns (Y.)


És linda. Até me comovo de emoção por estar a ouvir isto. Fantástico. (M.)


Até tou emocionada... (X.)


És famosa, amiga. FAMOSA. BIBA A NOSSA XS (X.)


Oh minha Amiga!!! A partir de agora és uma estrela! Mas para os outros...Porque para nós sempre foste! BEIJO ENORME (C.)


Perguntas tu:"gostastes?"Adorei! Achei um piadão ao peixe-balão! Lol! És um espectáculo, carago! Beijinhos para ti e para a Laura (A.)


Espectáculo, amiguinha. Parabéns. Amei. Beijo enorme. (M.)


E sim, aqui a escrava Isaura estava a trabalhar e ouviu tudo aos bochechos...


(Ouvir aqui a partir de amanhã)


quarta-feira, 29 de abril de 2009

É que me dói na alma...


Isto de se morar num prédio tem muito que se lhe diga.

Já aqui falei dos meus vizinhos de cima - o casal maravilha que imite sons esquisitos a qualquer hora do dia (e sim, têm, um filho de 3 anos, que anda de salto alto de 15 cm desde as 7h até às 23h, mas mesmo assim não se inibem...).

O que ainda não contei foi que, no andar de baixo, tenho uma vizinha doente psiquiátrica em pré-estádio de internamento, cujos filhos de 6 e 4 anos hão-de ter um sério problema de surdez, a julgar pela forma como abre a goela até ao infinito de cada vez que lhes dirige a palavra.

Contudo, o prémio "Se fossem morrer longe" vai mesmo para os vizinhos do lado, que têm um pequeno pátio de 15 mts2 com um rotweiller, uma casota e 390 kg de poiada em toda a sua extensão. Fosse eu alguém importante e acima da lei e os caríssimos iam ver se não os enfiava num espaço de 5 mts2, aos dois, carregado de merdame até ao tecto.

E não, não almofadava as paredes. Isso seria um luxo.


terça-feira, 28 de abril de 2009

Programa para Sábado à noite ou Domingo de manhã


Ele há pessoas mesmo muito pouco compreensivas.



A Angelina levou a mal o facto de o Brad querer ouvir a Rádio Comercial no próximo Sábado. Ele ter-lhe-á dito:



- Lininha, riqueza, sábado, dia 02 de Maio, das 21h às 22h, não contes comigo para arrumar a cozinha. Estarei na nossa saleta a ouvir o programa "O meu blog dava um programa de rádio", na Rádio Comercial. O Olha que realmente!... foi o blog escolhido da semana.



- Oh, filho, nem penses! Sábado a cozinha está por tua conta, e não se fala mais disso!



- Pronto, está bem... Então não contes comigo para ir buscar a regueifa no Domingo,porque o programa volta a repetir das 9h às 10h.



- Como? Era o que me faltava! Não vou arrear a ceira da cama para ir eu ao pão...



- Olha, então, vou sair de casa. Ficamos por aqui!





E foi assim que tudo se passou. Juro que não me sinto responsável.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Qual é a parte do "Não sei" que ainda não entendeste?


Perguntem-me sobre a grelha de programação do canal Panda.

Perguntem-me sobre o detergente certo para a placa vitrocerâmica.

Perguntem-me sobre a colecção Primavera-Verão da Mango.

Perguntem-me sobre cremes pediátricos para peles atópicas.

Perguntem-me sobre o livro ideal para se ler quando se está a lamber o chão.

Perguntem-me sobre o filme perfeito para aquela ocasião especial.


Eu respondo.


Agora se eu disser que o carro era vermelho e não era nem grande nem pequeno, por favor, larguem-me a braguilha. Para mim marcas de carros e trinchas para pintar paredes são exactamente la même chose.

sábado, 25 de abril de 2009

Má, feia...



- Amor, eu adoro-te.

- Eu sei.
...

- Amor, és linda.

- Eu sei.
...

Estou desolada. Já não se fazem filhas como antigamente.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Control-Alt-Delete


Quando me finar vou legar o meu cérebro à ciência. Às ideias que me passam pela cabeça de vez em quando, irei por certo representar um grande contributo para a humanidade.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Espanta-fregueses


Lamento. Não consigo acreditar. A senhora parece um jarrão Ming da última dinastia.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O recrutamento de pessoal anda pelas ruas da amargura


Feliz ou infelizmente, tenho um olfacto apurado como o caraças. Contrariamente à visão, que é do mais minimalista que pode existir, eu cheiro tudo muito antes de o comum mortal sequer se lembrar que o nariz serve para cheirar.



Ora hoje, estou eu a sair da merceariazita perto do meu barraco quando sou interpelada por uma rapariga que me pede uns breves minutos para me falar sobre uma super promoção da tvcabo. A primeira resposta que me veio à cabeça foi: "Não vês que estou com um garrafão de 5lts numa mão e uma criança de 17kgs noutra?" Mas depois comecei a pensar que a desgraçada já devia estar a bater às portas desde manhã, e que também não custava ouvi-la por 5 minutos e depois dizer-lhe: "Não, não estou interessada!" E assim foi. E foi mal.



A rapariga começou por me falar de uma promoção com os canais tvcine e... E eu já não ouvia nada. Só via ratos mortos a sairem da boca dela, tal era o odor a lixo de 7 dias que emanava dali.... E proferi a frase estudada, e virei costinhas, antes de me esgoelar todinha.



Eu não sei, mas acho que não seria mau de todo o pessoal do recrutamento começar a introduzir um novo critério de eliminação de candidatos a empregos deste género. A coisa seria mais ou menos assim:

- Fale aqui para o meu nariz para ver se a sua boca já morreu e ninguém a avisou a si.



Conforme o resultado, os candidatos seriam encaminhados para vendas em linguagem gestual ou verbal. Isto para provar que não sou extremista...